sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dando graças pelos retos juízos de Deus

“Levanto-me à meia-noite para te dar graças, por causa dos teus retos juízos.” Salmos 119:62

O que leva um homem a agradecer a Deus por juízo?

Hoje em dia isso não faz parte da nossa “cultura cristã”. Um Deus que distribui juízo não pode ser um Deus amoroso e misericordioso. Há bastante dos nossos “teólogos de plantão” que explicam essa suposta dualidade divina criando dois públicos:
  • Os "alvos como a neve", que garantiram para si o amor e a misericórdia de Deus;
  • e os "tostadinhos da impiedade", que existem para receber de Deus o tão merecido e justo juízo.
É claro que, no fim dos tempos, tal cenário se confirmará, como deixou claro Nosso Senhor Jesus, dizendo que os anjos serão comissionados para a tarefa de separar o joio do trigo (Mateus 13:30). Mas, por enquanto, tá tudo cinza… Às vezes cinza claro, às vezes cinza escuro, mas é cinza!

Custei a perceber o óbvio…

O salmista louva a Deus porque os Seus juízos são perfeitos, didáticos, e confirmam o Seu interesse particular no próprio salmista. Caminhando pelo texto, fiquei pasmo com a gratidão de Davi pelo juízo reto de Deus sobre ele mesmo:

“Tens feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.” Sl 119:65
“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra.” Sl 119:67
“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.” Sl 119:71
“Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.” Sl 119:72
“Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste.” Sl 119:75
“Venha, pois, a tua bondade consolar-me, segundo a palavra que deste ao teu servo.” Sl 119:76

E por aí vai…

Quando O Senhor se propõe a me afligir, Ele o faz exatamente porque se interessa por mim, e procura me ensinar o verdadeiro valor de tudo o que me cerca. Ele deseja escrever no meu coração os Seus decretos maravilhosos. Ele intenta me tornar um cristão menos cinza, cada vez mais me aproximando do objetivo alvejante!

Em tempos cinzas como os atuais, os juízos de Deus sobre mim são uma poderosa arma para revelar o Seu particular interesse em se relacionar comigo. São uma prova incontestável de que Deus me conhece! Deus não convive com o meu pecado, portanto, Ele disciplina a quem Ele ama! Sim, os retos juízos de Deus aos quais Davi se refere são exatamente os julgamentos que a Lei faz das minhas atitudes pecaminosas, denunciando duramente o meu comportamento rebelde, agressivo e destituído de amor para com o meu Senhor e Salvador!

Por que o óbvio se tornou tão impressionante para mim? Porque eu estava acostumado a murmurar contra Deus por causa das pequenas e supostas injustiças com as quais sou fustigado diariamente. Eu me acostumei a estabelecer uma relação de causa e efeito nos meus relacionamentos e nas circunstâncias que me cercam. Eu me convenci que mereço coisas, atitudes e acontecimentos melhores porque faço coisas melhores, ou porque não faço coisas piores. Eu me assumi cinza, e gostei disso.

As palavras de Davi foram um tapa na minha cara! Se Deus não manifestar Seus retos juízos contra o meu comportamento vil, é porque Ele não me ama; é porque Ele não se interessa por mim; é porque Ele não me conhece!

Ao ímpio, Deus manifesta Sua Graça comum, que inclui a chuva que rega a terra, a vontade humana de superar desafios, e a perseverança em busca de objetivos pessoais. Tais elementos facilmente levam qualquer um a obter sucesso profissional, auto-afirmação e elevadas doses de auto-estima.

Mas somente aos eleitos é que Deus manifesta seus retos juízos que conduzem a uma vida cada vez mais desprovida de auto-estima, auto-realização e auto-afirmação; e mais repleta da estima divina, do amor de Cristo, e da consolação do Espírito Santo.

A estes, Deus revela os mistérios insondáveis do Evangelho que cura a cegueira das ilusões cotidianas, descortinando diante dos olhos a verdadeira vida e as verdades da vida!

Àqueles, Deus simplesmente vai enchendo o Seu cálice de ira, que está sendo preparado para ser derramado sobre eles na eternidade.

Finalmente, eu descobri neste texto que sofrer e ver alguém sofrer injustamente pelo Glorioso Nome do Senhor Jesus é algo que me entristece profundamente, mas como Pedro disse: “isto é grato a Deus” (1 Pe 2:20).

Entretanto, nem sempre o sofrimento é injusto. Na maioria das vezes, eu chamo de injustiça várias circunstâncias ou consequências nascidas de práticas que eu sei que são meu pecado, e faço isso pra enganar meu coração e afastar de mim os retos juízos Dele!

Assim, aprendi com Davi que muito melhor, mais produtivo e vencedor é admitir os meus pecados geradores, aceitando os retos juízos de Deus que, na verdade, me trarão instrução e alívio, pois eu aprenderei a passar ao largo destes mesmos pecados. Isso também me tornará cada vez mais humilde e humilhado, condição imprescindível para que eu aprenda a amar a Deus sobre todas as coisas e ao meu próximo (irmãos, amigos, parentes, inimigos, ímpios, etc.) como a mim mesmo.

Não quero ser mal interpretado, não abomino a auto-estima. Abomino a auto-estima que me coloca acima de outros. Pior ainda a auto-estima que me coloca acima de Deus; e tanto pior a auto-piedade que me faz acreditar que eu mereço coisas melhores de Deus! Cansei de ser cinza, mesmo cinza claro… Eu desejo que, de fato, Deus me ensine os Seus decretos e, de fato, me torne alvo como a neve!

“SENHOR, não permita que eu me engane tanto ao ponto de te buscar por causa da minha boa vida, das minhas vitórias profissionais ou dos meus supostos enlevos espirituais; e nem permita que eu continue acreditando que a minha busca me trará tais coisas! Ensina-me a amar os Teus retos juízos, e louvar o Teu Nome por aplicá-los com justiça sobre mim, porque eu agora sei que isso me tornará um homem segundo o Teu coração, como fizeste com Davi, Teu servo! SENHOR, Só assim eu serei esvaziado da minha auto-estima e da minha auto-piedade, e serei transbordado da convicção de que O SENHOR me enxerga no meio da multidão, e da certeza de que O SENHOR haverá de me aperfeiçoar para aguardar com alegria o Dia da vingança do Nosso Deus!”

A Deus toda glória, honra e louvor!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Nova Reforma Protestante ou O que eu tenho a ver com isso?

Leia a reportagem de Época, do dia 09/08/2010 intitulada: A Nova Reforma Protestante!

Leia no pavablog: http://www.pavablog.com/2010/08/07/a-nova-reforma-protestante-1/


PS: Não leia este comentário sem antes passar os olhos na reportagem citada acima!


Finalmente uma voz que tenta mostrar o lado mais cristão do evangelicalismo brasileiro. Para meu espanto, a revista abandonou o sensacionalismo dos escândalos que são comuns dentro do meio, pra mostrar um “outro lado”.

Entretanto, é forçado e pretencioso chamar os formatos apresentados como “Nova Reforma Protestante”, aí é graça “de grátis”, só mesmo achando graça!

Movimentos sociais, culturais, r(e)acionais, intelectuais, ais, ais, ais… nunca serão páreo para o milagre da ressurreição que o evangelho de Jesus pode fazer na vida de um ser humano qualquer.

Toda e qualquer igreja institucionalizada sofre com a tentação de escravizar seus fiéis, na medida em que seus líderes não têm fé suficiente para pregar e viver a liberdade que Jesus conquistou para nós na cruz – exclusivamente centrada no amor de Deus por nós, e derramado em nós por Deus para que amemos ao próximo na mesma medida – e permitirem que seus liderados aprendam e pratiquem a mesma liberdade. O grau de esquisitices eclesiásticas vai variar de acordo com a falta de fé desses líderes.

Desse mal padecem também os citados na reportagem como “novos reformadores”. Muitos deles, já estão fazendo “as pazes” com “o mundo”, chamando sua fé de cristianismo (religião), e afirmando: “gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí (Ed René Kivitz)”. Ora! Paciência! O Reino de Deus não é desse mundo, gente! A Igreja/Noiva de Cristo não está nem aí para a civilização, ela só tem compromisso com Jesus, o noivo!

Isso não é reforma, nem chega perto!

Sou presbiteriano convicto e institucionalizado. Louvo a Deus pelas iniciativas demonstradas na reportagem, que tentam falar uma linguagem menos empostada e jargonizada, como é bastante comum em nossas igrejas históricas. Mas é um ascinte à minha nenhuma inteligência querer que eu enxergue nelas a solução para os problemas evangélicos.

Me revolto ao ver que o mercadão religioso continua aberto, e cada vez mais atrativo. Com opções bem legais, com todo tipo de som, cor e forma! Desde os pseudo-pensadores que, contrariando o próprio Verbo que deixou claro ser “O Alfa e o Ômega”, afirmam: “Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro. (Ricardo Gondim)” até os pseudo-intelecto-solucionadores, que transitam muito bem na sociedade oferecendo apenas o que ela deseja da religião, dizendo: “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa… (Ricardo Gouveia)”.

Nada disso me convence: Uma nova reforma protestante só vai acontecer no momento em que toda a estrutura do “cristianismo” for rompida pra dar lugar à Fé que brota de um coração convertido à Jesus Cristo… sem lero-lero pseudo-intelectual! E isso só será encarado como “reforma” se for um rompimento em larga escala, como o que aconteceu no século 16!

Uma “reforma” disposta a transformar, e pagar o preço da ignomínia e da lonjura dos holofotes imprescindível a essa transformação! Capaz de encarar o sofrimento de se afastar dos “palcos” e de ser injuriada por não se calar diante de toda natureza de injustiça!

Uma “reforma” que transponha os guetos culturais e cause uma dor profunda nas estruturas sociais, inclusive eclesiásticas, por denunciar a perversidade manipuladora que escraviza as pessoas sob o tacão de ditaduras as mais diversas: estéticas, sociais, intelectuais, emocionais, dentre outras. Mesmo quando uma dessas ditaduras se auto-intitule: cristianismo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Até logo, Virgínia!

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem à Virgínia, filha de Eline e Adriano Canedo.


Virgínia da Eline e do Adriano; cujo passamento deixa uma dor profunda, que humanidade alguma é capaz de aplacar, tarefa única de um Deus amoroso e cuidadoso, que tem derramado conforto e paz, nos corações daqueles que tiveram o privilégio de desfrutar da sua presença, durante esses mais de cinco anos.

Virgínia da Eline e do Adriano; flecha nas mãos do guerreiro, a prova maior do enorme galardão que Deus concedeu a eles.

Virgínia da Eline e do Adriano; querida dengosinha, que corria e pulava no meio de todos, enchendo os seus olhos de satisfação com aquela beleza singular, e os seus corações com aquela alegria contagiante.

Virgínia do seu irmão; companheira de folguedos e cúmplice de traquinices, sua amiga de primeira hora, sua protegida, sua irmã.

Virgínia dos avós; continuidade da sua própria história, cumprimento presente das promessas eternas de graça e misericórdia divinas, através das gerações.

Virgínia nossa; que, não podendo ser diferente, choramos a dor da sua partida, e a saudade da sua presença, da nossa pequena notável irmã em Cristo, que tantas vezes nos consolou os corações revoltados ou empedernidos, apenas abrindo aquele sorriso único e belo como nenhum outro.

Virgínia nossa; que dizia: "Eu quero ir morar no céu com Jesus!", pois, no seu coraçãozinho já arrebatado pela Graça imensurável da salvação em Cristo, não ansiava menos que qualquer um de nós, a morada celestial que o nosso Salvador já preparou para ela.

Virgínia de Cristo; que já havia afirmado a seu respeito: "dela, é o Reino dos Céus", e que, aplicando Seu Poder e Graça, a requereu para Si, pois Ele desejou compartilhar com ela os melhores anos da sua maravilhosa existência.

Senhor Jesus, paz pedimos a Ti, paz desejamos para os nossos corações, na medida em que Tu confortas os corações do Adriano, da Eline e do seu irmão Estêvão. Que a Tua Graça, nos permita sonhar com aquele Dia, no qual nos reuniremos de novo, na nossa Pátria definitiva! E assim, firmados nas Tuas promessas, Senhor Jesus, nos despedimos da Virgínia com um breve até logo!

Aniversário do Pastor Gil

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem ao Pr. Gil Donizetti da Silva.

Esse menino pobre, nasceu em Itapagipe
cidade perdida, da qual a maioria de nós
sequer já ouviu falar...
Dos rincões de Minas ele veio,
e com ele hoje, podemos nos alegrar

No começo, nem tão amado assim,
pelo seu pai jamais foi encontrado
De menino pobre e sem futuro, dizia a maldita profecia:
“Esse aí não há de dar em nada...”

De uma infância simples, crescia um espírito contrito,
acostumado a tantas privações, tantos senões, tantos bordões
na terra natal, nenhum futuro aspirava,
posto que futuro naquela terra, certamente não brotava

Mas não é assim que Deus vê o homem,
pois viu Deus a esse homem, substância ainda informe
e determinou todos os seus dias,
inclusive estes primeiros, destinados a moldar o coração
de alguém que teria dentre suas principais características,
uma grande compaixão

Deus, em sua infinita sabedoria,
desde a eternidade, amou-te, meu querido irmão

Ele provou o Seu infinito amor em cada tristeza,
em cada lágrima, em cada decepção,
Pois cumpriu Deus o Seu propósito,
em forjar um espírito inabalável, por meio de cada situação

Sair de Itapagipe era um verdadeiro sonho,
mas caminhos assombrosos Deus desenha,
quando o Seu Conselho aponta,
a estrada a ser percorrida,
o futuro que se avizinha!

Na Barra, em meio à sonhada liberdade,
qual filho pródigo se portava,
cheio de amigos de primeira hora,
mas Deus apenas começara,
a completa transformação que se vê agora

De perdido a redimido,
de ovelha desgarrada a pastor de nossas almas
de um que não tinha pai a filho do Deus vivo!

Daquela profecia maldita
que dizia “não há de dar em nada”
resta apenas a convicção,
de que a Palavra é de Deus,
de que a vontade é de Deus,
de que a certeza é de Deus,
de que a sua vida é de Deus,

Deus, em sua infinita bondade:
te amou desde a eternidade, meu querido irmão!

Mas não pense que Deus, em sua infinita graça,
amou apenas a vós
Posto que Ele, bondosamente, nos amou a todos aqui,
trazendo-te para junto de nós.

Deu-te Deus uma família maravilhosa,
para que tu recebas dEle a Sua herança,
que dizer de tua esposa?
Que dizer de teu filho? Que bela criança!

A nós, que aqui estamos,
resta apenas agradecer,
por Deus ter também nos amado,
por você, Ele nos conceder...

Não nos esqueçamos jamais, da realidade do nosso tempo,
no qual temos de fato muitos e muitos mestres
eloquentes e cheios de conhecimento,
grandes evangelistas, até supostos apóstolos e outros tantos profetas,
quanto entendimento!

Mas pastores, ah! Meus irmãos...
Os tais são homens que caminham conosco,
que choram o nosso choro,
que pensam nossas feridas,
que se importam com nossas tristezas,
que compreendem as nossas fraquezas,
que se alegram com nossas pequenas alegrias,

Homens dispostos não apenas
a assentar o primeiro tijolo,
mas também a continuar conosco
até colocarmos juntos a última telha...

Homens assim, meus queridos irmãos,
são extremamente raros...
pois homens assim são forjados em cidadezinhas inexpressivas,
com infâncias simples,
que os ensinam a sonharem sonhos simples;
com vontades pequenas,
que os ensinam a se contentarem com coisas pequenas;

Mas que, no momento certo, são transportados pelo Senhor,
do império das trevas, para o Reino do Filho do Seu Amor;

e destinados a serem aquilo que o Pai tanto deseja
e tão poucos Ele tem:
Homens segundo o seu próprio coração,
cuja maior aspiração de vida,
longe de serem os holofotes ou os púlpitos das grandes catedrais,
é cumprir o propósito de Deus, na simples caminhada,
junto dos pequenos apriscos, nessa igreja comunitária!

Alegre-se ó Igreja, com o seu pastor, neste dia
que é a prova da Graça de Deus para com este homem.
Pois hoje é o dia em que Deus diz:
mais um ano terminamos juntos, meu amado Gil Donizetti
mais um ano começamos juntos!
Pastoreia as minhas ovelhas, Gil Donizetti...
pastoreia as minhas ovelhas!

Quem és tu, mulher virtuosa?

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem ao dia da Mulher Presbiteriana.

Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor excede em muito ao de finas jóias.
Mulher virtuosa, o teu nome será
Louvado em público, pelas suas obras

Quisera eu, no meu afã inconstante
louvar-te em graça, pela cor da tua face
mas a minha mente, embora falasse
Jamais lhe faria, justiça bastante...

Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor excede ao de muitas jóias
Mulher virtuosa, teu nome estará
Diante do Pai, sempiternas memórias

Como reconhecer a mulher virtuosa? Como saber quem são?
É que seu marido, em seu coração, nela confia, ouve dela a razão,
em seu colo se sente seguro, em seus braços encontra emoção,
todos os dias, sejam bons ou maus, nela tem conforto, carinho e compreensão

Quando o homem se deitou naquele jardim tão belo, pensando em seu futuro,
embora cercado de tão imensa criação, sentiu-se sozinho em seu pequeno mundo,
de Deus recebeu grandiosa bênção, a sua costela o Senhor tirou,
e lhe deu mulher virtuosa, que para sempre o homem amou.

Disse a ela, o homem maravilhado,
tão certo estava da bênção, que Deus havia lhe dado,
“ Carne da minha carne e sangue do meu sangue, essa sim, é tal e qual”
amou-lhe o homem, pela perfeição, semelhança, por sua formosura e por seu ideal
não mais só viveria o homem, mas para sempre com aquela que era sua igual

Mulher virtuosa, onde tú poderás encontrar?
Somente em Cristo, poderás achar!
Pois ela, humilde, trabalhará, pela riqueza e harmonia do seu lar
Satisfeita será, não por posse ou domínio,
mas pelo simples fato, de servir de contínuo
Em todo tempo constante, criada, esposa e amante,
feliz apenas por viver, e ao teu lado estar

Quem é a mulher virtuosa? Pergunta o poeta,
aquela invejosa, indiscreta, incerta?
Por certo que não, faladeira imprudente
Pois essa destrói, machuca e mente!

Mas a mulher virtuosa, ah! É graça tangente!
Sua beleza não se vê com os olhos, bem o sabe seu filho!
Ela transita contente, discreta e sorridente,
distribui compaixão, alegria e carinho!

Vejo a mulher virtuosa, na mãe trabalhadeira,
que cedo levanta o pão, que suporta a peleja,
mas ela não reclama, antes louva ao Senhor!
Pela graça de poder com as mãos, distribuir seu amor!

Ela costura, pinta e borda a fazenda!
Leva a mão no timão, e conduz o seu barco
Como honroso capitão, seguindo em frente, para o marco
É Jesus sua razão, sua esperança, sua prenda!

Seja ela fazedeira, de quitutes e delícias
Seja ela costureira, de lã e linho, modelista,
Seja ela advogada, seja ela analista,
Ou que seja engenheira, missionária, faturista,
Tenha ela profissão, seja médica, enfermeira,
Ou dirija caminhão, manipule empilhadeira,
Vendedora, consultora, musicista, nutricionista
De cabelos ela cuide, fazendo arranjos ela viva
Seja ela professora, diretora, atendente
Nada faz por seu intento, sempre em mente o sustento,
Dos seus filhos, sua casa, seu marido, seu alento!

Seja ela instruída, ou mal saiba ler as letras,
será sempre atrevida, atirada, arrumadeira!
Sua casa, seu castelo, necessita de cuidado!
Volta ao lar cansada, da jornada de trabalho,
mas ainda tem cuidados, muitas coisas a fazer,
pois em casa ninguém sabe, ninguém vê, ninguém dá conta
sem que ela dê o tom, ninguém em casa se adianta!

Vejo a mulher virtuosa, na mãe que se dá o peito!
Trouxe à vida um rebento, sua herança, seu eleito!

Vejo a mulher virtuosa, quando falta seu marido,
no Senhor ela tem paz, em meio a dor de ter partido,

Vejo a mulher virtuosa, pois traz honra à sua casa,
seu marido lhe tem respeito, pois de outros é respeitado!
Respeito, fruto da sua labuta, em manter em ordem a lida
Orgulho de seu trabalho, sua dignidade, sua vida!

Mulher virtuosa! Que distribui ao aflito, e atende ao necessitado,
Não se enche de preconceito, mas dá a mão ao miserável,
Não o faz por almejar glória, mas por amor e compaixão,
Não se enche de vanglória, mas de profunda gratidão,
pela chance de ofertar, o que Deus tem proporcionado,
pela graça de entregar, o que o Pai lhe tem doado!

Vejo a mulher virtuosa, no caminho da menina,
que cedo vê a sua mãe, e nela espelha a sua vida,
que dela aprende as sagradas letras, cochichadas à noitinha,
que levará a vida inteira, seu exemplo, sua cantiga,
sua força, sua coragem, sua graça, sua rima

Tem ouvido de seus filhos: ó ditosa e abençoada!
lhe segreda seu marido: mais que todas tú és, ó minha amada,
privilégio tenho eu, de ter-te em minha companhia,
louvo-te sempre ó ditosa e virtuosa, mulher para sempre minha!
Não que mereça eu, tão maravilhosa virtude,
Mas por graça e amor, do Senhor que não confunde,
E que nos uniu um dia, em seu soberano favor,
Por saber que dependo eu, de teu terno e honroso amor!

É a beleza porventura virtude? Questiona de novo o poeta...
São as suas medidas atitude? Desconfia o sábio profeta...
É enganosa e vã, a formosura que se observa,
Somente no temor do SENHOR, é que a virtude se completa!

Não é virtuosa a mulher que não sente,
pegar em sua face o fogo temente
Por vergonha do orgulho, seu egoísmo, seu pecado!
Não é virtuosa a mulher, que não vê à sua volta,
Que não considera a Deus, o seu Senhor! Que não se importa...

Mas quer esta mulher, virtuosa se tornar?
Arrependa de seu pecado, aprenda a se humilhar
Sob a poderosa mão, do seu soberano Senhor
Que a ela ensinará, do Seu grande e sublime amor!

Quem és tú, mulher virtuosa? Onde vives?
Como achar-te? Ouvir tua fé? Ver teu coração?
Certamente a encontrarei, em muitos lugares,
Mas não tanto como aqui, em meio aos justos, na Congregação!

Pois assentada estarás, justa e santa, como és,
Purificada pelo sangue, do Teu Jesus, que tanto amas,
Pois amou-te tanto antes, quando se sacrificou,
Dando a ti o seu próprio Sangue, obra do Seu imenso amor!

Daí então o Senhor Jesus, te chamou, te alcançou!
Te convenceu do teu pecado, que a ti muito humilhou!
Te libertou da escravidão, do teu orgulho, da tua prisão!
Te ressurgiu da tua morte, te dando um novo coração!

É a razão da tua vida, vida hoje, vida bela!
É o penhor da tua herança, do teu futuro, da vida eterna!
Mulher virtuosa tú és! Não por teu merecimento!
Mas por ter Cristo Jesus, dado a ti esse intento!

A ti, mulher virtuosa, minha singela homenagem,
Conclamo a todas que de pé, creiam no Nome do Senhor!
em oração por tanta bênção, nessa jornada, nessa viagem!
Possível somente por Sua graça, Seu poder, e Seu amor!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A ansiedade nossa de cada dia...

Por Juarez P. Freitas Jr.


Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

Mateus 6:25-34

A ansiedade tornou-se, nos últimos anos, quase um estilo de vida. A "ditadura do ter" nos transformou em seres incapazes de vivermos satisfeitos com nossas posses, aparências, títulos, capacidades, talentos e limitações. Somos bombardeados constantemente por uma carga enorme e sugestiva, que estabelece padrões inalcançáveis para uma propalada "felicidade".
Para ser "feliz", é preciso ter: casa da moda, roupa da moda, corpo da moda, cabelo da moda, comportamento da moda, e vontades da moda. Caso contrário, não seremos aceitos na sociedade em que vivemos, e, consequentemente, não nos realizaremos como cidadãos de um mundo globalizado e informado.
Jesus nos adverte do perigo de cedermos à "ditadura do ter", e nos mostra a fragilidade da existência humana, face à nossa arrogância em acreditarmos que somos capazes de "ter".
O texto nos conclama a abandonarmos de vez esse estilo de vida baseado em nossas visões egocêntricas de mundo, associadas a uma inveja crescente das posições e posses dos que nos rodeiam, e passarmos a uma prática terrena da nossa condição de "viventes eternos", cidadãos de um reino que não é daqui, que não funciona nos padrões deste lugar, e que não se curva aos conceitos mundanos de "felicidade".
Além disso, nesse texto, Jesus Cristo nos garante que, ao abandonarmos tais "estilos de vida", estaremos para sempre livres do mal que nos assola todos os dias, e que tem nos levado constantemente a frustrações e derrotas, a uma vida triste e insatisfeita, a ansiedade nossa de cada dia...