quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aniversário do Pastor Gil

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem ao Pr. Gil Donizetti da Silva.

Esse menino pobre, nasceu em Itapagipe
cidade perdida, da qual a maioria de nós
sequer já ouviu falar...
Dos rincões de Minas ele veio,
e com ele hoje, podemos nos alegrar

No começo, nem tão amado assim,
pelo seu pai jamais foi encontrado
De menino pobre e sem futuro, dizia a maldita profecia:
“Esse aí não há de dar em nada...”

De uma infância simples, crescia um espírito contrito,
acostumado a tantas privações, tantos senões, tantos bordões
na terra natal, nenhum futuro aspirava,
posto que futuro naquela terra, certamente não brotava

Mas não é assim que Deus vê o homem,
pois viu Deus a esse homem, substância ainda informe
e determinou todos os seus dias,
inclusive estes primeiros, destinados a moldar o coração
de alguém que teria dentre suas principais características,
uma grande compaixão

Deus, em sua infinita sabedoria,
desde a eternidade, amou-te, meu querido irmão

Ele provou o Seu infinito amor em cada tristeza,
em cada lágrima, em cada decepção,
Pois cumpriu Deus o Seu propósito,
em forjar um espírito inabalável, por meio de cada situação

Sair de Itapagipe era um verdadeiro sonho,
mas caminhos assombrosos Deus desenha,
quando o Seu Conselho aponta,
a estrada a ser percorrida,
o futuro que se avizinha!

Na Barra, em meio à sonhada liberdade,
qual filho pródigo se portava,
cheio de amigos de primeira hora,
mas Deus apenas começara,
a completa transformação que se vê agora

De perdido a redimido,
de ovelha desgarrada a pastor de nossas almas
de um que não tinha pai a filho do Deus vivo!

Daquela profecia maldita
que dizia “não há de dar em nada”
resta apenas a convicção,
de que a Palavra é de Deus,
de que a vontade é de Deus,
de que a certeza é de Deus,
de que a sua vida é de Deus,

Deus, em sua infinita bondade:
te amou desde a eternidade, meu querido irmão!

Mas não pense que Deus, em sua infinita graça,
amou apenas a vós
Posto que Ele, bondosamente, nos amou a todos aqui,
trazendo-te para junto de nós.

Deu-te Deus uma família maravilhosa,
para que tu recebas dEle a Sua herança,
que dizer de tua esposa?
Que dizer de teu filho? Que bela criança!

A nós, que aqui estamos,
resta apenas agradecer,
por Deus ter também nos amado,
por você, Ele nos conceder...

Não nos esqueçamos jamais, da realidade do nosso tempo,
no qual temos de fato muitos e muitos mestres
eloquentes e cheios de conhecimento,
grandes evangelistas, até supostos apóstolos e outros tantos profetas,
quanto entendimento!

Mas pastores, ah! Meus irmãos...
Os tais são homens que caminham conosco,
que choram o nosso choro,
que pensam nossas feridas,
que se importam com nossas tristezas,
que compreendem as nossas fraquezas,
que se alegram com nossas pequenas alegrias,

Homens dispostos não apenas
a assentar o primeiro tijolo,
mas também a continuar conosco
até colocarmos juntos a última telha...

Homens assim, meus queridos irmãos,
são extremamente raros...
pois homens assim são forjados em cidadezinhas inexpressivas,
com infâncias simples,
que os ensinam a sonharem sonhos simples;
com vontades pequenas,
que os ensinam a se contentarem com coisas pequenas;

Mas que, no momento certo, são transportados pelo Senhor,
do império das trevas, para o Reino do Filho do Seu Amor;

e destinados a serem aquilo que o Pai tanto deseja
e tão poucos Ele tem:
Homens segundo o seu próprio coração,
cuja maior aspiração de vida,
longe de serem os holofotes ou os púlpitos das grandes catedrais,
é cumprir o propósito de Deus, na simples caminhada,
junto dos pequenos apriscos, nessa igreja comunitária!

Alegre-se ó Igreja, com o seu pastor, neste dia
que é a prova da Graça de Deus para com este homem.
Pois hoje é o dia em que Deus diz:
mais um ano terminamos juntos, meu amado Gil Donizetti
mais um ano começamos juntos!
Pastoreia as minhas ovelhas, Gil Donizetti...
pastoreia as minhas ovelhas!

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