quinta-feira, 23 de abril de 2009

Até logo, Virgínia!

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem à Virgínia, filha de Eline e Adriano Canedo.


Virgínia da Eline e do Adriano; cujo passamento deixa uma dor profunda, que humanidade alguma é capaz de aplacar, tarefa única de um Deus amoroso e cuidadoso, que tem derramado conforto e paz, nos corações daqueles que tiveram o privilégio de desfrutar da sua presença, durante esses mais de cinco anos.

Virgínia da Eline e do Adriano; flecha nas mãos do guerreiro, a prova maior do enorme galardão que Deus concedeu a eles.

Virgínia da Eline e do Adriano; querida dengosinha, que corria e pulava no meio de todos, enchendo os seus olhos de satisfação com aquela beleza singular, e os seus corações com aquela alegria contagiante.

Virgínia do seu irmão; companheira de folguedos e cúmplice de traquinices, sua amiga de primeira hora, sua protegida, sua irmã.

Virgínia dos avós; continuidade da sua própria história, cumprimento presente das promessas eternas de graça e misericórdia divinas, através das gerações.

Virgínia nossa; que, não podendo ser diferente, choramos a dor da sua partida, e a saudade da sua presença, da nossa pequena notável irmã em Cristo, que tantas vezes nos consolou os corações revoltados ou empedernidos, apenas abrindo aquele sorriso único e belo como nenhum outro.

Virgínia nossa; que dizia: "Eu quero ir morar no céu com Jesus!", pois, no seu coraçãozinho já arrebatado pela Graça imensurável da salvação em Cristo, não ansiava menos que qualquer um de nós, a morada celestial que o nosso Salvador já preparou para ela.

Virgínia de Cristo; que já havia afirmado a seu respeito: "dela, é o Reino dos Céus", e que, aplicando Seu Poder e Graça, a requereu para Si, pois Ele desejou compartilhar com ela os melhores anos da sua maravilhosa existência.

Senhor Jesus, paz pedimos a Ti, paz desejamos para os nossos corações, na medida em que Tu confortas os corações do Adriano, da Eline e do seu irmão Estêvão. Que a Tua Graça, nos permita sonhar com aquele Dia, no qual nos reuniremos de novo, na nossa Pátria definitiva! E assim, firmados nas Tuas promessas, Senhor Jesus, nos despedimos da Virgínia com um breve até logo!

Aniversário do Pastor Gil

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem ao Pr. Gil Donizetti da Silva.

Esse menino pobre, nasceu em Itapagipe
cidade perdida, da qual a maioria de nós
sequer já ouviu falar...
Dos rincões de Minas ele veio,
e com ele hoje, podemos nos alegrar

No começo, nem tão amado assim,
pelo seu pai jamais foi encontrado
De menino pobre e sem futuro, dizia a maldita profecia:
“Esse aí não há de dar em nada...”

De uma infância simples, crescia um espírito contrito,
acostumado a tantas privações, tantos senões, tantos bordões
na terra natal, nenhum futuro aspirava,
posto que futuro naquela terra, certamente não brotava

Mas não é assim que Deus vê o homem,
pois viu Deus a esse homem, substância ainda informe
e determinou todos os seus dias,
inclusive estes primeiros, destinados a moldar o coração
de alguém que teria dentre suas principais características,
uma grande compaixão

Deus, em sua infinita sabedoria,
desde a eternidade, amou-te, meu querido irmão

Ele provou o Seu infinito amor em cada tristeza,
em cada lágrima, em cada decepção,
Pois cumpriu Deus o Seu propósito,
em forjar um espírito inabalável, por meio de cada situação

Sair de Itapagipe era um verdadeiro sonho,
mas caminhos assombrosos Deus desenha,
quando o Seu Conselho aponta,
a estrada a ser percorrida,
o futuro que se avizinha!

Na Barra, em meio à sonhada liberdade,
qual filho pródigo se portava,
cheio de amigos de primeira hora,
mas Deus apenas começara,
a completa transformação que se vê agora

De perdido a redimido,
de ovelha desgarrada a pastor de nossas almas
de um que não tinha pai a filho do Deus vivo!

Daquela profecia maldita
que dizia “não há de dar em nada”
resta apenas a convicção,
de que a Palavra é de Deus,
de que a vontade é de Deus,
de que a certeza é de Deus,
de que a sua vida é de Deus,

Deus, em sua infinita bondade:
te amou desde a eternidade, meu querido irmão!

Mas não pense que Deus, em sua infinita graça,
amou apenas a vós
Posto que Ele, bondosamente, nos amou a todos aqui,
trazendo-te para junto de nós.

Deu-te Deus uma família maravilhosa,
para que tu recebas dEle a Sua herança,
que dizer de tua esposa?
Que dizer de teu filho? Que bela criança!

A nós, que aqui estamos,
resta apenas agradecer,
por Deus ter também nos amado,
por você, Ele nos conceder...

Não nos esqueçamos jamais, da realidade do nosso tempo,
no qual temos de fato muitos e muitos mestres
eloquentes e cheios de conhecimento,
grandes evangelistas, até supostos apóstolos e outros tantos profetas,
quanto entendimento!

Mas pastores, ah! Meus irmãos...
Os tais são homens que caminham conosco,
que choram o nosso choro,
que pensam nossas feridas,
que se importam com nossas tristezas,
que compreendem as nossas fraquezas,
que se alegram com nossas pequenas alegrias,

Homens dispostos não apenas
a assentar o primeiro tijolo,
mas também a continuar conosco
até colocarmos juntos a última telha...

Homens assim, meus queridos irmãos,
são extremamente raros...
pois homens assim são forjados em cidadezinhas inexpressivas,
com infâncias simples,
que os ensinam a sonharem sonhos simples;
com vontades pequenas,
que os ensinam a se contentarem com coisas pequenas;

Mas que, no momento certo, são transportados pelo Senhor,
do império das trevas, para o Reino do Filho do Seu Amor;

e destinados a serem aquilo que o Pai tanto deseja
e tão poucos Ele tem:
Homens segundo o seu próprio coração,
cuja maior aspiração de vida,
longe de serem os holofotes ou os púlpitos das grandes catedrais,
é cumprir o propósito de Deus, na simples caminhada,
junto dos pequenos apriscos, nessa igreja comunitária!

Alegre-se ó Igreja, com o seu pastor, neste dia
que é a prova da Graça de Deus para com este homem.
Pois hoje é o dia em que Deus diz:
mais um ano terminamos juntos, meu amado Gil Donizetti
mais um ano começamos juntos!
Pastoreia as minhas ovelhas, Gil Donizetti...
pastoreia as minhas ovelhas!

Quem és tu, mulher virtuosa?

Por Juarez P. Freitas Jr.
Homenagem ao dia da Mulher Presbiteriana.

Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor excede em muito ao de finas jóias.
Mulher virtuosa, o teu nome será
Louvado em público, pelas suas obras

Quisera eu, no meu afã inconstante
louvar-te em graça, pela cor da tua face
mas a minha mente, embora falasse
Jamais lhe faria, justiça bastante...

Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor excede ao de muitas jóias
Mulher virtuosa, teu nome estará
Diante do Pai, sempiternas memórias

Como reconhecer a mulher virtuosa? Como saber quem são?
É que seu marido, em seu coração, nela confia, ouve dela a razão,
em seu colo se sente seguro, em seus braços encontra emoção,
todos os dias, sejam bons ou maus, nela tem conforto, carinho e compreensão

Quando o homem se deitou naquele jardim tão belo, pensando em seu futuro,
embora cercado de tão imensa criação, sentiu-se sozinho em seu pequeno mundo,
de Deus recebeu grandiosa bênção, a sua costela o Senhor tirou,
e lhe deu mulher virtuosa, que para sempre o homem amou.

Disse a ela, o homem maravilhado,
tão certo estava da bênção, que Deus havia lhe dado,
“ Carne da minha carne e sangue do meu sangue, essa sim, é tal e qual”
amou-lhe o homem, pela perfeição, semelhança, por sua formosura e por seu ideal
não mais só viveria o homem, mas para sempre com aquela que era sua igual

Mulher virtuosa, onde tú poderás encontrar?
Somente em Cristo, poderás achar!
Pois ela, humilde, trabalhará, pela riqueza e harmonia do seu lar
Satisfeita será, não por posse ou domínio,
mas pelo simples fato, de servir de contínuo
Em todo tempo constante, criada, esposa e amante,
feliz apenas por viver, e ao teu lado estar

Quem é a mulher virtuosa? Pergunta o poeta,
aquela invejosa, indiscreta, incerta?
Por certo que não, faladeira imprudente
Pois essa destrói, machuca e mente!

Mas a mulher virtuosa, ah! É graça tangente!
Sua beleza não se vê com os olhos, bem o sabe seu filho!
Ela transita contente, discreta e sorridente,
distribui compaixão, alegria e carinho!

Vejo a mulher virtuosa, na mãe trabalhadeira,
que cedo levanta o pão, que suporta a peleja,
mas ela não reclama, antes louva ao Senhor!
Pela graça de poder com as mãos, distribuir seu amor!

Ela costura, pinta e borda a fazenda!
Leva a mão no timão, e conduz o seu barco
Como honroso capitão, seguindo em frente, para o marco
É Jesus sua razão, sua esperança, sua prenda!

Seja ela fazedeira, de quitutes e delícias
Seja ela costureira, de lã e linho, modelista,
Seja ela advogada, seja ela analista,
Ou que seja engenheira, missionária, faturista,
Tenha ela profissão, seja médica, enfermeira,
Ou dirija caminhão, manipule empilhadeira,
Vendedora, consultora, musicista, nutricionista
De cabelos ela cuide, fazendo arranjos ela viva
Seja ela professora, diretora, atendente
Nada faz por seu intento, sempre em mente o sustento,
Dos seus filhos, sua casa, seu marido, seu alento!

Seja ela instruída, ou mal saiba ler as letras,
será sempre atrevida, atirada, arrumadeira!
Sua casa, seu castelo, necessita de cuidado!
Volta ao lar cansada, da jornada de trabalho,
mas ainda tem cuidados, muitas coisas a fazer,
pois em casa ninguém sabe, ninguém vê, ninguém dá conta
sem que ela dê o tom, ninguém em casa se adianta!

Vejo a mulher virtuosa, na mãe que se dá o peito!
Trouxe à vida um rebento, sua herança, seu eleito!

Vejo a mulher virtuosa, quando falta seu marido,
no Senhor ela tem paz, em meio a dor de ter partido,

Vejo a mulher virtuosa, pois traz honra à sua casa,
seu marido lhe tem respeito, pois de outros é respeitado!
Respeito, fruto da sua labuta, em manter em ordem a lida
Orgulho de seu trabalho, sua dignidade, sua vida!

Mulher virtuosa! Que distribui ao aflito, e atende ao necessitado,
Não se enche de preconceito, mas dá a mão ao miserável,
Não o faz por almejar glória, mas por amor e compaixão,
Não se enche de vanglória, mas de profunda gratidão,
pela chance de ofertar, o que Deus tem proporcionado,
pela graça de entregar, o que o Pai lhe tem doado!

Vejo a mulher virtuosa, no caminho da menina,
que cedo vê a sua mãe, e nela espelha a sua vida,
que dela aprende as sagradas letras, cochichadas à noitinha,
que levará a vida inteira, seu exemplo, sua cantiga,
sua força, sua coragem, sua graça, sua rima

Tem ouvido de seus filhos: ó ditosa e abençoada!
lhe segreda seu marido: mais que todas tú és, ó minha amada,
privilégio tenho eu, de ter-te em minha companhia,
louvo-te sempre ó ditosa e virtuosa, mulher para sempre minha!
Não que mereça eu, tão maravilhosa virtude,
Mas por graça e amor, do Senhor que não confunde,
E que nos uniu um dia, em seu soberano favor,
Por saber que dependo eu, de teu terno e honroso amor!

É a beleza porventura virtude? Questiona de novo o poeta...
São as suas medidas atitude? Desconfia o sábio profeta...
É enganosa e vã, a formosura que se observa,
Somente no temor do SENHOR, é que a virtude se completa!

Não é virtuosa a mulher que não sente,
pegar em sua face o fogo temente
Por vergonha do orgulho, seu egoísmo, seu pecado!
Não é virtuosa a mulher, que não vê à sua volta,
Que não considera a Deus, o seu Senhor! Que não se importa...

Mas quer esta mulher, virtuosa se tornar?
Arrependa de seu pecado, aprenda a se humilhar
Sob a poderosa mão, do seu soberano Senhor
Que a ela ensinará, do Seu grande e sublime amor!

Quem és tú, mulher virtuosa? Onde vives?
Como achar-te? Ouvir tua fé? Ver teu coração?
Certamente a encontrarei, em muitos lugares,
Mas não tanto como aqui, em meio aos justos, na Congregação!

Pois assentada estarás, justa e santa, como és,
Purificada pelo sangue, do Teu Jesus, que tanto amas,
Pois amou-te tanto antes, quando se sacrificou,
Dando a ti o seu próprio Sangue, obra do Seu imenso amor!

Daí então o Senhor Jesus, te chamou, te alcançou!
Te convenceu do teu pecado, que a ti muito humilhou!
Te libertou da escravidão, do teu orgulho, da tua prisão!
Te ressurgiu da tua morte, te dando um novo coração!

É a razão da tua vida, vida hoje, vida bela!
É o penhor da tua herança, do teu futuro, da vida eterna!
Mulher virtuosa tú és! Não por teu merecimento!
Mas por ter Cristo Jesus, dado a ti esse intento!

A ti, mulher virtuosa, minha singela homenagem,
Conclamo a todas que de pé, creiam no Nome do Senhor!
em oração por tanta bênção, nessa jornada, nessa viagem!
Possível somente por Sua graça, Seu poder, e Seu amor!